Data/Hora

Domingo, 17 de Novembro de 2019

15.00 às 17.30

 vidro 

ORADORES

Francisco Laranjo

Margarida Alves 

Pedro Campos Costa

Fernando Quintas

Robert Wiley

LOCAL

VICARTE - Vidro e Cerâmica

para as Artes

Faculdade de Ciências e Tecnologia

Universidade Nova de Lisboa - Hangar III

2829-516 - Caparica

Fluido e etéreo, o vidro pode assumir qualquer forma. Ainda que tecnicamente desafiante, a transformação do vidro permite a maior das plasticidades. Pode ser moldado, soprado, cofrado, chapeado. Pode adquirir a forma de objecto, escultura, vidrado, vitral, envidraçado ou mesmo tijolo. Frágil mas ao mesmo tempo resiliente, é largamente utilizado nos campos da arquitectura, arte, engenharia, ciência ou tecnologia.

Durável e infinitamente reciclável, como uma Fénix, o vidro pode renascer das cinzas uma e outra vez. Discreto ou exuberante pode assumir qualquer cor ou nível de opacidade. Translúcido, é capaz de metamorfosear a luz, colorindo-a e/ou distorcendo-a em espaços cénicos de múltiplas camadas e atmosferas caleidoscópicas que desafiam apriorismos perceptivos e de uso. Pode ainda ser transparente ao ponto da invisibilidade ou até espelhar o que está à sua volta, ora para amplificar o espaço, ora para fazer desaparecer o seu suporte. Pode expor ao mesmo tempo que protege, diluindo limites, físicos e íntimos.

Expressão de leveza, abertura, pureza e salubridade, historicamente o vidro foi sendo adoptado como símbolo material de uma nova estética, catalizadora de uma nova ordem moral e de uma sociedade renovada, justa e igualitária. No século XX regista-se então, grande experimentação do uso do vidro não só em Arquitectura mas também nos campos das artes plásticas e do design industrial. Da reinvenção da arte do vitral nas oficinas da Bauhaus e da concepção da cortina de vidro pelo mestre Walter Gropius, ao democratizar da produção artística do vidro em atelier com o Studio Glass, as potencialidades do vidro têm se manifestado em múltiplas vertentes estéticas e de uso. Quais as potencialidades plásticas do vidro?

Que materializações assume no campo da Arquitectura, além da imediatez do uso da sua potencial transparência?

Extensivamente usado na (re)construção do espaço físico contemporâneo, a vulgarização da estética da transparência encontra o seu expoente máximo nos novos centros econômicos e tecnológicos, populados por gigantes de vidro apenas habitáveis porque suportados por meios de controlo climático mecânicos. Estará a Arquitectura a perder o carácter de refúgio? Terá a ‘caverna’, como espaço primordial para a intimidade, sido transformada em ‘montra’?

Do Palácio de Cristal (1851) de Joseph Paxton, símbolo da revolução industrial na produção do vidro, ao vidro estrutural das colaborações contemporâneas de Foster & Partners e Eckerseley O’Callaghan para a Apple, a transformação e o uso do vidro têm experimentado grandes inovações, como o vidro dinâmico ou o vidro luminescente, mas também uma ampla aplicação. Serão estes avanços tecnológicos capazes de, por si só, mitigar os efeitos do seu uso, não raras vezes, sobredimensionado e desmesurado no sector da construção contemporânea? Ou devemos antes, como há cem anos atrás, romper com a norma vigente e procurar uma nova estética e um novo modus-operandi?

Transporte de autocarro disponível a partir do Campo de Santa Clara (em frente à sede da Trienal de Lisboa) Lugares limitados e sujeitos a inscrição prévia, através do e-mail building101.tal@gmail.com

Horário de Saída: 14h30

Horário de Chegada: 18h30

METRO (MTS)

Cacilhas-Universidade; Pragal Universidade

Autocarro

Praça de Espanha - Universidade (TST): 158

Para mais detalhes ver:

https://www.fct.unl.pt/faculdade/como-chegar-fct

Estacionamento Parques públicos no Campus da FCT NOVA

como

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